MAMBAS:: Rotações e optimismo contra Namíbia

Depois de superar a África do Sul, Moçambique defronta a Namíbia esta sexta-feira, 14 de Julho, a partir das 16 horas, em desafio das meias-finais do Torneio da COSAFA. Chiquinho Conde acredita na passagem à final.

Texto: David Nhassengo / Fotos: COSAFA

Na antevisão do encontro que terá como palco o Moses Mabhida Stadium, em Durban, Chiquinho Conde vincou ser possível que os Mambas alcancem a final do torneio, ainda que pela frente tenham a Namíbia, um adversário que sabe rasgar e cozer com a mesma soltura com que ganha um jogo.

E explica-se. Em 2015 foi a selecção que criou angústia aos Mambas ao vencê-los na final desta COSAFA por 2-0. Na presente edição, os Bravos Guerreiros foram os únicos que passaram dos quartos com uma vitória durante o tempo regulamentar: ao Madagáscar, por 2-0.

Uma contextualização que para Conde não deve ser lida como uma nota solta. Pelo contrário. “Vamos com humildade e, claro, a respeitar a Namíbia. Temos de estar concentrados durante o jogo todo”, anotou.

O técnico assinalou que fez, até, um estudo do adversário, dos seus pontos fortes e fracos, ao mesmo tempo que para tirarem proveito da circunstância os Mambas procurarão fortificar o que de melhor fizeram contra África do Sul para, desta vez, transporem essa suplantável barreira apelidada Namíbia.

Porém “teremos de refrescar parte da nossa equipa, pois depois do jogo de terça-feira nem todos estarão em condições físicas de fazer este. É preciso dar minutos a outros jogadores para que consigamos passar para a outra fase”.

Apesar de parecer uma contradição com a necessidade da rodagem de atletas, Conde assegurou ainda na antevisão, em jeito de remate, que “todos estão preparados para jogar contra a Namíbia”.

África do Sul? Foi o momento de viragem!

Apesar de ser parte do passado, o selecionador não se esquece nunca da impactante vitória sobre a África do Sul, nos quartos. Declarou a mesma como parte de um momento de viragem que se vive na selecção nacional.

Afinal, “passamos uma eliminatória contra um adversário que nunca antes tínhamos empatado ou superado. Portanto, é um momento de viragem. Depois de vencer este jogo, nossa meta será seguramente a final pese embora tenhamos de eliminar a Namíbia”. Disse, ainda, o técnico.

Sobre a percepção de que Chiquinho Conde é esse fenómeno que melhor aconteceu no banco técnico dos Mambas nos últimos anos, o técnico prefere recolher-se ao seu próprio planeta que tem a modéstia como música de fundo.

Não trouxe nenhuma varrinha mágica. Não sou nem melhor nem pior do que aqueles que por aqui passaram. Apenas tento passar uma mensagem clara e simples aos atletas, daquilo que devem fazer em campo, sempre respeitando aquilo que é o nosso modelo de jogo, a nossa cultura táctica”, vincou. A consistência da equipa é, por sua vez, efeito disso. [OC]

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