FMF recorreu da decisão de indemnizar Luís Gonçalves

A Federação Moçambicana de Futebol recorreu ao Tribunal Arbitral do Desporto da decisão da FIFA que obriga a entidade moçambicana a indemnizar o antigo seleccionador nacional e seu adjunto, em pouco mais de trinta milhões de meticais pelo seu afastamento sem justa causa.

Texto: Redacção OC

A informação foi avançada pelo vice-presidente da Casa de Futebol para a Administração e Finanças, Jorge Bambo, ao diário Notícias na sua edição desta quinta-feira, 06 de Janeiro.

De acordo com o dirigente, a federação recorreu da decisão através de um escritório de advogados brasileiro, especialista em direito desportivo e com vasta experiência neste tipo de processos.

Estamos a trabalhar com uma firma especializada neste tipo de litígios. Era preciso ir buscar especialistas e temos a convicção de que a situação vai reverter-se a nosso favor”, revelou.

Aliás, Bambo não só revelou-se confiante como também adiantou, ao Notícias, que “a condenação à primeira instância fica suspensa até à decisão sobre o recurso”, pelo que “aguardamos por uma decisão final”.

Refira-se que Luís Gonçalves e Tiago Capaz queixaram-se à FIFA alegando terem sido despedidos sem justa causa após falharem, em Março de 2021, o apuramento dos Mambas ao CAN-2022. Entendem, os queixosos, que o contrato previa outro objectivo, o do apuramento ao Mundial-2022, do Qatar, cuja fase de apuramento ainda decorria.

E foi depois de analisar a contestação que o organismo internacional decidiu condenar a FMF a pagar 24 milhões de meticais ao antigo seleccionador e pouco mais de seis milhões adicionais ao seu adjunto.

Luís Gonçalves era responsável pelo mau ambiente na federação!

Jorge Bambo assumiu, adiante, que o afastamento de Luís Gonçalves deveu-se ao facto do técnico português ter conduzido os Mambas ao embate frontal contra a porta de entrada do CAN-2022, após derrota em Maputo, diante de Cabo Verde, por 1-0, com auto-golo de Faisal Bangal (58´).

Outrossim revelou que Luís Gonçalves foi também afastado do cargo porque intoxicava o ambiente na Casa do Futebol.

Havia também um mau relacionamento entre as partes (equipa técnica e Direcção da federação), caracterizado por vários episódios de ruído na comunicação social, comprometendo o ambiente de trabalho e de gestão do órgão gestor da modalidade no País”, justificou Bambo, sempre em declarações prestadas ao jornal Notícias. [OC]


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