NA PRAIA:: Moçambique na final da COSAFA de Debêne!!!

O combinado nacional passou por cima da anfitriã África do Sul, por 5-3, no encontro das meias-finais deste Torneio Regional de Futebol de Praia que decorre em Durban, na South Beach Arena.

Texto: Abiatário Rombane e David Nhassengo

Foi a ver como o sangue transcorria em direcção ao rio de águas brancas que Moçambique entrou neste encontro ao qual era tido como favorito à conquista do suculento triunfo. Os donos da casa abriram cedo o marcador e foram ao primeiro intervalo a vencer. Por 1-0, surpreendentemente.

Antes do arranque do segundo período, gestos preocupantes desde o banco técnico nacional acenderam um alarme evitável: o seleccionador nacional, Abineiro Ussaca, acabou expulso pelo árbitro, por alegados protestos. E porque – diz-se que – “um azar nunca vem só”, bastou a reposição da bola, após o incidente, para a África do Sul chegar ao 2-0.

Nelson ainda tentou disfarçar a falta de concentração dos vice-campeões africanos ao reduzir para 2-1. E nem era nada. Phakathi fez o 3-1 que só não foi o resultado parcial ao fim dos segundos doze minutos porque Rachide decidiu sair do seu planeta para marcar presença em campo, com um tento, tal como acostumou-nos.

O grandioso terceiro período!

Desistir não é de moçambicanos. Não, não…Nuuuunca, nem no estrangeiro.

E foi no arranque no derradeiro período que Nelson tratou de acender em baixo um fogo que as chaminés de Durban sacaram em forma de fumo branco. Deu no 3-3 da esperança, com ainda muito por se jogar.

Acto contínuo. Dez, com a sua camisola 13, fez-se super-homem para, nos ares e com um excelente gesto técnico, clarear o horizonte que deixou visível a final deste torneio para as 30 milhões de almas com olhos postos numa pequena arena de areia.

Se com 3-4, a favor dos moçambicanos, os sul-africanos ainda tinham a esperança de mudar o o roteiro final do filme da Liga da Justiça, então a luz apagou-se quando um herói, chamado Nelson, sentenciou o contador em 3-5. Com um gesto formidável, impensável para o guardião.

Para a antevisão da final fica na retina um encontro bastante desafiante para os moçambicanos, tendo em conta a angústia que representou o quadro sul-africano durante os dois períodos iniciais. O sangue só não chegou ao rio porque Nelson, com um hat-trick, Dez e Rachide mostraram-nos a diferença entre um fuzil e um tiro de pólvora seca. Domingo, seguramente, teremos mais. Estamos em Durban! [OC]

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