Mambas recebem Camarões e Malawi em Marrocos

O Grand Stade de Tanger, em Marrocos, é o local escolhido para os Mambas receberem Camarões e Malawi para as jornadas quatro e seis da fase de grupos de apuramento ao Campeonato Mundial de Futebol, Qatar2022, em virtude da reprovação do Estádio do Nacional de Zimpeto.

Texto e Fotos: David Nhassengo

O anúncio foi feito pelo vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Paíto Mucuana, em conferência de imprensa havida na manhã deste domingo, 19 de Setembro, em Maputo.

De acordo com o dirigente, a escolha de Marrocos deveu-se ao facto de a África do Sul – que era a prioridade – não ter até aqui respondido o pedido feito pela FMF, para utilização do Mbombela ou algum estádio de Johannesburgo.

Face ao silêncio da South African Football Association (SAFA), a parte moçambicana viu-se obrigada a buscar alternativas na medida em que tinha até ao meio-dia de segunda-feira, 20 de Setembro, para indicar um campo, depois de ter visto anuído o pedido que fez à CAF de estender o prazo que terminava inicialmente sexta-feira, 17 de Setembro.

Os prazos já estavam apertados e, se Moçambique não indicasse o local do jogo, deveria obrigatoriamente realizar dois jogos contra Camarões em Yaoundé. Contextualizou o dirigente.

E foi neste quadro que, “dentro das propostas que tivemos, analisamos e chegamos à conclusão de que Marrocos oferece as melhores condições”.

E enumerou: “primeiro as boas condições do piso. Segundo para evitar percorrer longas distâncias, visto que no dia 06 de Outubro jogamos em Yaoundé para terceira jornada e, no dia 10 do mesmo mês, vamos a Marrocos. Terceiro porque temos boas relações de amizade com a federação local”.

A mesma lógica, segundo explicou Paíto, aplica-se para os encontros da quinta e sexta jornadas, nas quais os Mambas deslocam-se a Abidjan para enfrentarem a Costa do Marfim no dia 11 de Novembro e, a 16 do mesmo mês, receberem o Malawi em Tânger.

A nível desportivo, Marrocos é um país que nos ajuda bastante pois, na avaliação que fizemos, irá facilitar na vinda e no regresso de atletas que militam na Europa, pois não terão de percorrer longas distâncias. Por exemplo, se tivéssemos de jogar em Yaoundé e, depois, na África do Sul, um atleta que milita na Europa teria de fazer uma viagem a Camarões, de lá para Johannesburgo e, desta cidade, para o velho continente. Seria desgastante para a saúde de um atleta de futebol”. Explicou.

Horácio Gonçalves satisfeito com a escolha

Para o selecionador nacional de futebol, a escolha de Marrocos é estratégica pois reduzirá as deslocações dos atletas, essas que, também a seu ver, contribuiriam para o desgaste dos atletas.

Na mesma linha, Horácio Gonçalves disse que, sem Zimpeto, jogar no estrangeiro é lhe indiferente pois, na mesma, não haveria público. “Cabe-nos continuar a trabalhar com o mesmo foco, que é de ganhar jogo a jogo”, reiterou. [OC]

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