SED:: Encerramento do Zimpeto para obras já estava na agenda do Governo moçambicano

O encerramento do Estádio Nacional do Zimpeto para obras estava nas projecções da Secretaria de Estado do Desporto (SED) e só não ocorreu devido ao calendário apertado dos Mambas, esse que inúmeras vezes sofreu alterações por parte da CAF devido aos efeitos da pandemia do novo coronavírus. Vai daí que os gestores daquela infraestrutura não se surpreendem com a recente decisão tomada pela Confederação Africana de Futebol (CAF), a de reprovar a mesma para jogos internacionais.

Texto e Fotos: David Nhassengo

A revelação foi feita por Carlos Gilberto Mendes, secretário de Estado do Desporto, durante a conferência de imprensa havida esta quinta-feira, 16 de Setembro, que serviu para explicar os contornos do veto daquele recinto desportivo para jogos internacionais.

De acordo com o governante, já estava na agenda da SED o encerramento do estádio para obras de vulto, tendo em conta o relatório da inspeção técnica feita pela CAF em Março de 2020.

Mas porque o País e o mundo eram, na altura, fustigados pela COVID-19 e suas vagas, contexto que que forçou o fecho de fronteiras, a SED decidiu realizar as obras de forma faseada por forma a permitir que os jogos continuassem a ter lugar naquele recinto desportivo.

Mas sempre estivemos cientes de que tínhamos de melhorar o piso. Mas houve jogo dos Mambas em Março e, em Agosto, voltamos a ter mais um”, um facto que, segundo explicou Mendes, impossibilitava o encerramento voluntário do estádio.

É por isso que a SED e a federação acordaram a realização dos dois jogos da fase de apuramento ao Mundial, nomeadamente contra Costa do Marfim e Camarões, para daí se seguir o encerramento do recinto para as respectivas obras.

No entanto, a decisão que veio a ser tomada pela federação de realizar, em Junho último, o Torneio Triangular de Maputo, levou à utilização excessiva da relva, quando já era sabido que a mesma não poderia ser utilizada até à realização dos jogos contra a Costa do Marfim e o Camarões, assim dito por Mendes.

A federação quis usar o estádio durante o Torneio Triangular e a sua utilização tirou-nos parte do tempo que tínhamos para aguentar estes dois jogos”, assumiu.

A decisão da CAF não nos surpreende

Para Carlos Gilberto Mendes, a decisão tomada pela CAF não apanhou a SED de surpresa pois, segundo esclareceu, aquela entidade poderia, sozinha, ter tomado a iniciativa de encerrar o recinto para obras.

Não nos surpreende e também não nos chocou. Nem deveria alarmar a ninguém. Era algo que sabíamos que iria acontecer a qualquer momento”, assumiu, para adiante esfriar a panela de pressão pública aberta pelo anúncio da CAF.

Fez-se grande alarido com uma situação normal. Mas não há problema nenhum. É algo que já tínhamos nas nossas previsões. Vamos parar, fazer as intervenções necessárias, trocar a relva e aproveitar que estamos a entrar no verão para o crescimento saudável da mesma”, aclarou Gilberto Mendes, projectando para Janeiro a conclusão das obras do estádio. [OC]

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