COM: Não há condições para isolamento de atletas autorizados a regressar aos treinos na Vila Olímpica

O Comité Olímpico de Moçambique (COM) concorda com a proposta lançada pelas federações desportivas nacionais, de acomodar na Vila Olímpica os atletas abrangidos pelo relaxamento de medidas de restrição. Porém diz não haver condições para o efeito e criou um protocolo para salvaguardar a saúde dos atletas e técnicos.

Colocar os atletas autorizados a regressar aos treinos na Vila Olímpica encerra, para já, um capítulo de uma missão verdadeiramente impossível.

Se por um lado não há disponibilidade financeira para responder ao pedido das federações, por outro as residências daquele condomínio não reúnem as condições necessárias pra albergar atletas do rendimento, precisando por isso de obras de melhoramento.

No entanto, o Comité Olímpico nacional garante ter trabalhado num protocolo sanitário de treinamento a ser rigorosamente cumprido pelos atletas e treinadores, por forma a que o regresso aos treinos obedeça todas as regras de segurança e evite, no máximo, a exposição ao risco de contaminação pelo novo coronavírus.

Aliás, o referido documento é obra de uma Comissão Técnica criada para o efeito, no qual fazem parte o gabinete médico do COM e as direcções técnicas das federações abrangidas pela medida recentemente tomada pelo Chefe de Estado, Filipe Nyusi.

Ao que apurou OC-Olho Clínico, o protocolo terá já sido depositado no Ministério da Saúde para análise e aprovação, por via da Secretaria de Estado do Desporto.

A segurança dos atletas é prioritária – garante Manave

Instado a dar detalhes sobre o referido protocolo, Aníbal Manave, presidente do COM, diz que o mesmo foi criado pelo permanente dever de os desportistas darem sempre o exemplo na sociedade.

Avança que o mesmo prevê a realização de testes para a COVID-19 aos atletas e treinadores, sendo que o regresso aos treinos dependerá, naturalmente, se os mesmos resultarem negativos.

Adiante, antes das sessões de treinos devemos medir a temperatura de todos”, acrescenta.

Sobre a exposição dos “regressados” através do contacto social, visto não haver condições para a sua acomodação num centro de estágio, Manave esclarece que “os atletas e treinadores não devem vir de e para casa em um transporte público. Não!”.

Temos de ir buscá-los nas suas residências para os treinos” e trajetória contrária. “Temos de garantir a segurança dos atletas e treinadores, salvaguardando rigorosamente a sua saúde”, assevera, ao que considera de questão prioritária neste regresso tímido da actividade desportiva no País, face à vigência do Estado de Emergência. OC

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